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Mudança de denominação

 

 

A Estratégia Nacional de Defesa estabeleceu, como um dos seus três eixos principais de orientação, a estruturação de uma Base Industrial de Defesa (BID) nacional, com o propósito de assegurar às Forças Armadas independência operacional, tecnológica e logística; e, em paralelo, contribuir para o desenvolvimento econômico do país, haja vista o efeito multiplicador induzido sobre agregados macroeconômicos, tais como renda, consumo, emprego e exportações, a partir do volume de investimentos em defesa. Isto impõe a efetividade do domínio sobre o conhecimento técnico, logístico e mercadológico tratado no ambiente de complexas e abrangentes cadeias produtivas, ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos e sistemas que preencherão as lacunas de capacidades de defesa.

Deste modo, tornou-se fundamental o estabelecimento de uma linguagem padronizada de detalhamento e referência à base industrial com a finalidade de organizar, acessar e prospectar o conhecimento vinculado à indústria de defesa, imprescindível à consecução da orientação estratégica já mencionada. Tal linguagem traduziu-se na atividade de catalogação, contemplada no marco regulatório da BID sob a forma de dispositivos específicos criados no aparato legal vigente (Lei e Decreto), cabendo ao CECADE as seguintes funções:

  1. supervisionar e dirigir o Sistema de Catalogação de Defesa (SISCADE); e
  2. verificar, registrar e acompanhar a conformidade legal da Base Industrial de Defesa.

 

Inicialmente, a atividade de catalogação era conduzida pelo Departamento de Catalogação da Secretaria de Produtos de Defesa, que foi extinto e transformado no CECADE, passando sua subordinação para a Chefia de Logística e Mobilização do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (CHELOG), no entanto, ao dimensionar-se o potencial do conhecimento naturalmente gerado pela atividade de catalogação em prol da logística, mobilização e interoperabilidade, foram identificados os fluxos sistêmicos de conhecimento que poderiam contribuir para o aprimoramento dos sistemas de apoio logístico das Forças, notadamente no que se refere às Funções Logísticas Manutenção e Suprimento, a partir das visões técnicas e gerenciais captadas no detalhamento das cadeias produtivas do material empregado nas Forças, quer sejam nacionais ou importados, ressaltando-se a participação do MD, por intermédio do CECADE, no Comitê de Catalogação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (AC-135), o que abriu possibilidades para a expansão do conhecimento logístico e mercadológico sobre produtos de origem estrangeira.

Como consequência, a CHELOG, em seu recente processo de reestruturação, alocou duas novas macrofunções às responsabilidades do CECADE, a saber:

  1. coordenar a elaboração e o desenvolvimento da Doutrina sobre a Gestão do Ciclo de Vida de Sistemas e Produtos de Defesa (GCVSD) no âmbito do MD e Forças; e
  2. constituir um repositório permanente de dados, a partir da arquitetura do SISCADE, orientado para a geração de conhecimento logístico e sobre a Base Industrial de Defesa, que possa ser de utilidade tanto para as Forças e SEPROD como também para a base industrial nativa.

Com foco nas duas responsabilidades adicionais atribuídas ao CECADE, promoveu-se a adequação organizacional do Centro de Catalogação e elaborou-se, por meio de um GT Interforças, a orientação sistêmica para a GCVSD, complementando-a com a participação brasileira, junto à OTAN, no Comitê sobre Gestão do Ciclo de Vida de Sistemas (AC-327); e deu-se partida na elaboração do Conceito de Operações (CONOPS) de um futuro Sistema de Gestão da Catalogação e do Conhecimento sobre a Base Industrial de Defesa, SGC2BID, a ser denominado “CODEX”.

Em decorrência do acima exposto, o conjunto de tarefas atribuídas ao Centro de Catalogação de Defesa, que nitidamente extrapolavam o domínio circunscrito à atividade de catalogação e que passaram a formatar um ambiente de interação sistêmica numa dimensão muito mais abrangente, inclusive com desdobramentos internacionais, não se mostrava compatível com a denominação desta célula organizacional da CHELOG.

Assim, com base na exposição de motivos anteriormente apresentada, sugeriu-se a uma nova denominação para o CECADE, que bem caracterizaria o seu escopo de responsabilidades, passaria a ser designado como:

“Centro de Apoio a Sistemas Logísticos de Defesa” – CASLODE.

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