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Participação da Chefia de Logística e Mobilização no 3º Seminário Internacional de Defesa

A decisão estratégica do Brasil de desenvolver uma base industrial de defesa autóctone, no contexto de uma verdadeira Política de Estado, portanto, de natureza permanente, traduz a visão de projeção do Poder Nacional no campo das relações internacionais e da preservação dos valores que constituem nossa existência como nação, no sentido da garantia da soberania e dos interesses brasileiros, atualmente envoltos na assimetria de uma conjuntura internacional cada vez mais complexa e imprevisível.

O Poder Nacional estabelece-se, num esforço conjunto e orquestrado dos diversos segmentos sócio-político-empresariais que formam a nação, mediante o desenvolvimento de capacidades, de toda ordem, que configuram as expressões de tal Poder: Política, Econômica, Militar, Tecnológica e Psicossocial. E é fato comprovado que o modelo de sucesso para o desenvolvimento pauta-se no trinômio Governo-Universidade-Empresa, denominado “Triplo Hélice”, que aqui, nesta próspera região do estado do Rio Grande do Sul, impõe-se como vetor de ação.

Não obstante a consciência estratégica da imperiosidade do fortalecimento e da projeção da base industrial de defesa brasileira, o setor de defesa mundial contemporâneo enfrenta uma série de desafios dos mais variados aspectos; e a adoção de estratégias bem-sucedidas, destinadas a enfrentar esses desafios no ambiente atual, torna-se preponderante para permitir que o setor de defesa global cumpra o seu papel de contribuir efetivamente para a manutenção da estabilidade e segurança mundiais. Muitos países enfrentam restrições fiscais significativas em relação às despesas de defesa devido à pressão sobre os orçamentos federais e a necessidade de limitar o aumento das dívidas e déficits do governo. Além disso, embora o crescimento econômico tenha melhorado a partir da crise financeira que varreu o mundo na última década, a recuperação econômica tem sido lenta e desigual, particularmente no caso brasileiro, o que leva a incertezas, cortes e contingenciamento de projetos estratégicos de defesa.

Além do cenário fiscal restrito que descrevemos acima, o equilíbrio estratégico do tabuleiro de xadrez internacional mudou acentuadamente, significando que estamos enfrentando uma mudança nas prioridades de defesa, o que afeta fortemente a demanda por determinados tipos de sistemas e equipamentos e, consequentemente, as cadeias de produção e fornecimento envolvidas.

No entanto, o desafio do equilíbrio entre restrições fiscais, sustentabilidade da indústria de defesa e a necessidade de determinados tipos de sistemas, em termos de modernização, substituição e manutenção, devido a prioridades de defesa em mudança, requer o desenvolvimento de novas abordagens e posicionamentos.

Em suma, os tomadores de decisão no setor de defesa, tanto nas esferas privada ou pública, têm que fazer mais com menos. Esse axioma, no que se refere à eficiência gerencial, onde busca a aplicação do conhecimento tanto no planejamento como no processo de tomada de decisões e domínio sobre custos, é a forma como o Ministério da Defesa enxerga a complexidade e a saída para o desenvolvimento da indústria de defesa nacional.

Sob tal ótica, o MD vem aprimorando o marco regulatório da Base Industrial de Defesa, revendo processos de negócio, formulando políticas e estratégias setoriais, aprimorando sistemas e desenhando, em parceria com outros órgãos governamentais, instrumentos de natureza econômico-financeira, como os apresentados ontem pelo Secretário de Produtos de Defesa por ocasião da abertura deste evento, capazes de incentivar e promover a criação de capacidade industrial, científico-tecnológica e logística no vasto espectro que caracteriza a Defesa em nosso país. O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, conforme a atuação da sua Chefia de Logística e Mobilização, também ressoa no mesmo diapasão, e vê com grande satisfação a possibilidade de apresentar as transformações pelas quais passou e vem passando no contínuo e salutar processo de atualização organizacional e funcional, imprescindível para o avanço das instituições.

 

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